PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE NA IDADE PRÉ-ESCOLAR
DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E CONDUTAS CLÍNICAS
Resumo
Introdução: A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) permanece como uma das principais causas de morbidade e hospitalização na infância, com impacto particularmente relevante em crianças na idade pré-escolar. Caracteriza-se por um processo infeccioso do parênquima pulmonar adquirido fora do ambiente hospitalar, cujas manifestações clínicas variam conforme a faixa etária, o agente etiológico e a resposta imunológica do hospedeiro. Na prática pediátrica, a identificação precoce da doença e a estratificação adequada da gravidade são determinantes para a escolha da conduta terapêutica, para a definição do local de tratamento e para a prevenção de complicações potencialmente graves, como derrame pleural, empiema e insuficiência respiratória. Metodologia: Realizamos uma revisão científica da produção acadêmica nacional e internacional referente à Pneumonia Adquirida na Comunidade em crianças pré-escolares. A pesquisa foi realizada nas bases SciELO, PubMed e Cochrane, utilizando descritores relacionados à PAC, pediatria e infecções respiratórias, nos idiomas português e inglês. Foram selecionados artigos originais, revisões sistemáticas, além de diretrizes nacionais e internacionais, com base nos referenciais do Tratado de Pediatria de Nelson, 21ª edição e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Por se tratar de uma revisão de literatura, o estudo dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, conforme as Resoluções nº 466/2012, nº 510/2016 e nº 674/2022 do CNS/CONEP/MS. Conclusão: A PAC em pré-escolares continua sendo condição clínica frequente e potencialmente grave, demandando abordagem estruturada, fundamentada na avaliação clínica e na estratificação de risco. O tratamento ambulatorial é seguro na maioria dos casos leves, desde que realizado com antibioticoterapia empírica adequada e acompanhamento clínico. O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e a capacitação das equipes pediátricas são estratégias essenciais para reduzir hospitalizações evitáveis e melhorar os desfechos clínicos na infância.
Referências
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